História

Seja ela chamada de mandioca, macaxeira ou aipim, essa raiz, usada pelos indígenas há séculos, hoje faz parte do prato dos brasileiros de várias formas, cores e preparos.

Entre seus tipos, está a mandioca doce e brava. É preciso conhecer bem a raiz para acertar na compra e no preparo da mesma. A mandioca doce é a mais fácil de encontrar nos supermercados, conhecida também por aipim ou macaxeira. Normalmente já é vendida cortada ou descascada e embalada a vácuo. Sua coloração deve ser branca e uniforme, além de sua casca se soltar facilmente. Se cozida na panela de pressão com água e sal, rapidinho fica pronta para consumo.

Considerada a base da gastronomia brasileira, com a mandioca é possível preparar várias receitas. Sejam eles bolos, salgados como o Kibe do Sertão, do chef Domingos Martins e pães. Até mesmo a receita do bobó de camarão da chef Tereza Paim leva 1kg desse maravilhoso ingrediente.}

Outro tipo dessa raiz conhecida pelo seu alto nível de vitamina é a mandioca amarela. Essa espécie é resultado de pesquisas de produção que foram desenvolvidas na Estação Experimental de Biologia da Universidade de Brasília. Conhecida pelo seu sabor apurado, a mandioca amarela hoje é encontrada facilmente em supermercados e costuma ser mais macia que a branca.

A mandioca brava ou também conhecida como amarga, é usada na produção de polvilho e farinha. A diferenciação dela para o tipo doce, em uma plantação, é um pouco difícil de ser feita. Ambas podem ter cores, texturas e aparências iguais. O que a difere de fato é a quantidade mortal de ácido cianídrico. O tipo doce tem um nível tão baixo desse ácido que ele consegue ser eliminado pelo seu cozimento, a brava precisa passar por vários processos industriais, em que a substância é eliminada até virar polvilho e farinha para consumo.

Em sua variedade, não resta dúvidas que a mandioca é um dos insumos mais presentes na gastronomia brasileira. Ingrediente de várias receitas ou como prato principal: cozida ou frita, com carne vermelha ou branca, com salada ou peixe, o paladar do brasileiro agradece. Cada canto do país sabe dar sua cara no preparo do prato, agregando temperos locais e acompanhamentos apetitosos. E para você, qual o preparo favorito?

 

Curiosidade

A origem da mandioca vem acompanhada de uma lenda popular. A lenda da Mani. Conta-se que um casal de índios esperou muito tempo a chegada de uma filha. Quando a criança enfim nasceu, deram-lhe o nome de Mani, que tinha a pele bem clara e era a alegria da aldeia. Um dia, a indiazinha ficou muito doente e apesar de todo esforço de seus pais e do pajé em combater a doença, ela não sobreviveu. Como mandava a tradição da tribo, seus pais resolveram enterrá-la no centro da oca de onde viviam. Choraram tanto sobre o túmulo da filha que nasceu ali uma planta. Sua raiz era marrom por fora e bem branca por dentro, assim como a pele de Mani. Deram à planta, então, o nome de manioca (junção de Mani, nome da indiazinha, e oca, a habitação onde foi enterrada) que depois foi chamada de mandioca.

Em sua variedade, não resta dúvidas que a mandioca é um dos insumos mais presentes na gastronomia brasileira. Ingrediente de várias receitas ou como prato principal: cozida ou frita, com carne vermelha ou branca, com salada ou peixe, o paladar do brasileiro agradece.