receita

POLENTA DA DONA ODETE
GRAU DE DIFICULDADE:
Fácil
TEMPO DE PREPARO:
uma hora e trinta minutos
RENDIMENTO:
de seis a oito porções
CHEF:
Odete Bettú Lazzari
REGIÃO:
Rio Grande do Sul
TIPO DE PRATO:
acompanhamento
ingredientes

1 ½ litro de água
1 colher de sopa de sal
500 gramas de farinha de milho

modo de preparo

1 Coloque num tacho a água e o sal e leve ao fogo médio
2 Junte aos poucos a farinha de milho, mexendo lentamente por 30 minutos
3 Aumente o fogo e continue mexendo. Cozinhe em fogo alto por mais 10 minutos
4 Vire a polenta no tabuleiro e aguarde para esfriar um pouco. Corte em fatias com uma linha de costura ou com uma faca.

Dicas

- Você pode fritar as tiras e servir como polenta frita
- Se quiser, pode colocar um pouco de queijo canastra ralado na polenta. Fica muito bom!

História

 

Cozinheira gaúcha preserva receitas de imigrantes italianos com ingredientes locais

 

Quem visitar a Osteria Della Colombina, uma das atrações do roteiro turístico Estrada do Sabor em Garibaldi, no Rio Grande do Sul, será recebido pela cozinheira Odete Bettú Lazzari no portão de sua casa.

É ali entre as paredes decoradas com antigos utensílios domésticos e agrícolas, peças religiosas e fotos de família que dona Odete serve seus pratos, que preservam a cultura dos imigrantes italianos: sopa de capeletti, polenta grelhada com queijo da colônia, salame, pão, carne assada, batata-doce, salada de radicci (almeirão), fortaia (omelete)…

“Aprendi a fazer a comida dos imigrantes, não a comida italiana”, ressalta. Seus antepassados, diz, não encontraram no Brasil os ingredientes que usavam na Itália e, por isso, tiveram de se adaptar. “A gente faz uma comida que combina a cultura dos descendentes de italianos com os ingredientes da região.”

Um dos carros-chefe da casa é a polenta, presente em todas as refeições de seus antepassados, acompanhada de salada de radicci. “Era barato e dava sustança para a vida no campo.”

Para fazer uma polenta de qualidade é preciso escolher uma farinha de milho que tenha cheiro de milho, afirma. Quando estiver quase fervendo a água está no ponto para receber a farinha, sempre de pouco em pouco para não empelotar.

“Desde criança é assim. Se tivesse alguma bolinha, alguma pelota, era sinal de que estava mal feito, de desleixo. E o pai brigava com a gente”, lembra.

Após cerca de meia hora, a polenta deve ter cor amarelo vivo e textura aveludada. É assim que se saber que pronta para ser servida. Ela pode também ser resfriada em tábua de madeira e cortada com linha de costura, para ser tostada sobre a chapa quente do fogão de ferro.

"A gente faz uma comida que combina a cultura dos descendentes de italianos com os ingredientes da região."

Osteria Della Colombina

ONDE estrada do Sabor, Garibaldi, Rio Grande do Sul, tel. (54) 3464-7755 / (54) 99121-1040

galeria de fotos

Odete Bettú Lazzari | © Rusty Marcellini

Detalhes da Osteria Della Colombina | © Rusty Marcellini

Detalhes da Osteria Della Colombina | © Rusty Marcellini

Dona Odete corta a polenta | © Rusty Marcellini

Dona Odete corta a polenta | © Rusty Marcellini

Dona Odete tira a polenta da panela | © Rusty Marcellini

Polenta esfria em tábua de madeira | © Rusty Marcellini

Dona Odete corta polenta com linha | © Rusty Marcellini

Polenta com queijo sob fogão de ferro | © Rusty Marcellini