receita

PASTELINHO DE PIRENÓPOLIS - GOIÁS
GRAU DE DIFICULDADE:
Médio
TEMPO DE PREPARO:
45 minutos
RENDIMENTO:
de 15 a 20 unidades
CHEF:
Gilmar Borges
REGIÃO:
Goiás
TIPO DE PRATO:
doce
ingredientes

250 gramas de farinha de trigo
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de banha
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 ovo
1 colher de café de sal
1 xícara de chá de leite morno
Doce de leite de boa qualidade, de preferência artesanal
Canela a gosto

Misture a farinha, o fermento e o sal;
Acrescente a manteiga e a banha. Mexa com a ponta dos dedos até obter uma farofa bem soltinha;
Acrescente o ovo e vá colocando o leite aos poucos até obter uma massa homogênea e consistente;
Modele a massa em forminhas de empada do tamanho que desejar;
Asse em forno pré-aquecido a 180°C até que os pastelinhos fiquem dourados;
Retire do forno e recheie com o doce de leite. Leve novamente ao forno para derreter o doce;
Retire do forno, polvilhe canela e sirva.

modo de preparo

Dicas

• Você pode polvilhar açúcar com a canela caso queira
• Uma boa opção é servir os pastelinhos ainda quentes com uma bola de sorvete de creme
• O rendimento da receita vai depender do tamanho da forminha que vai usar

História

Projeto em Goiás recupera tradição doceira e memória de Cora Coralina

 

Foi Cora Coralina (1889-1985) quem criou o ofício de doceira na cidade de Goiás, no interior do Estado de mesmo nome. Anos atrás, os visitantes iam até sua casa, no coração da cidade, também chamada de Goiás Velho, para ouvir seus poemas e comer seus doces.
Para preservar a memória de Cora e recuperar a tradição doceira na cidade, a Secretaria Municipal de Cultura criou o Projeto Mulheres Coralinas. “A gente percebeu que os doces tradicionais estavam deixando de ser feitos porque são trabalhosos”, lembra Ebe Lima, coordenadora do projeto.
Hoje, esses doces clássicos da cidade são rememorados pelo projeto. São receitas como a flor de coco, feita com fitas de coco moldadas em formato de rosa, o pastelinho, semelhante a uma empada recheada com doce de leite, o confeito de amendoim, o figo cristalizado, o doce de casca de limão e a ambrosia que voltam ao dia a dia da cidade.
“Convidamos as senhoras que já dominavam o ofício, para que repassassem para as mais jovens. Teve uma celebração de saberes: 20 mulheres ensinando e 20 mulheres aprendendo. É uma ciranda”, comemora Lima.
Outra cidade com forte tradição doceira, perto dali, é Pirenópolis. O chef Gilmar Borges, que há dez anos trabalha com a gastronomia de raiz, resgatando pratos tradicionais, é um entusiasta dos doces feitos com frutas do cerrado.
Ele lista uma série deles: doce de jabuticaba verde –-“esse é pirenopolino, você não vai encontrar em lugar nenhum”–, doce de toranja, caju do cerrado, jenipapo, laranja da terra, doce de jiló, bala de coco, alfenim.
Em Pirenópolis, as senhoras da cidade fazem as balas de coco para serem distribuídas em festas religiosas. “Na Festa do Divino Espírito Santo, elas preparam uma mesa repleta de verônicas, que é a massa de alfenim –açúcar, limão e clara de ovo– moldada com a pomba da paz ou o rosto de Cristo”, conta.
É por meio da valorização do conhecimento das doceiras que, segundo Borges, será possível manter viva a rica cultura existente no interior de Goiás.

“Convidamos as senhoras que já dominavam a técnica, o ofício, para repassassem para as mais jovens. Teve uma celebração de saberes: 20 mulheres ensinando e 20 mulheres aprendendo. É uma ciranda”

Projeto Mulheres Coralinas
CONTATO tel. (62) 99678-5494
www.facebook.com/asmulherescoralinas

Chef Gilmar Borges
CONTATO tel. (62) 98590-2236
www.facebook.com/www.chefgilmarborgos.com.br
www.facebook.com/gilmar.borges.96387

galeria de fotos

Doce de jabuticaba verde

Doce de jiló

Fitas de coco

Flor de coco

Doce de figo cristalizado

Pastelinho de doce de leite

Mesa de doces goianos

Alfenim em formato de pomba

Doces goianos

Chef Gilmar Borges e os doces

Doceiras do Projeto Mulheres Coralinas