receita

PAMONHA FRITA - GOIÁS
GRAU DE DIFICULDADE:
Fácil
TEMPO DE PREPARO:
uma hora e 30 minutos
RENDIMENTO:
4 porções
CHEF:
Telma Machado
REGIÃO:
Goiás
TIPO DE PRATO:
petisco
ingredientes

6 espigas de milho verde com os grãos mais firmes
Sal a gosto
1 litro de óleo de soja

modo de preparo

1 Rale as espigas e passe o milho por uma peneira;
2 Tempere essa massa de milho peneirado com sal a gosto;
3 Modele a massa com a ajuda de duas colheres, fazendo bolinhas;
4 Frite as bolinhas em óleo quente e sirva em seguida.

Dicas

• O milho com grãos muito macios não é o ideal para essa receita, pois, quando é colocado para fritar, desmancha-se;
• O caldo que se forma após passar a massa pela peneira pode ser utilizado para fazer suco de milho. Também pode ser acrescentado à massa de um bolo;
• Sirva a pamonha frita com um café feito na hora.

História

Servido em casarão do século 18, café sertanejo traz dezenas de pratos goianos

 

Faz parte da história de Goiás, conta Telma Machado, 67, dona da Fazenda Babilônia, em Pirenópolis, manter uma mesa farta. Ela contribui para manter a tradição viva: aos fins de semana, leva à varanda de seu casarão do século 18, um café sertanejo com dezenas de opções.
Um trecho da lista, para ilustrar: matula de galinha, pamonha frita, requeijão quente, brevidade, pau-a-pique, bolinho de arroz, carne de lata, bolo de fubá de arroz, paçoca de pilão, broa, pão de mandioca e –ufa!– almôndega frita na gordura de porco.
Desde a época da colônia, conta ela, as casas do Estado não deixam faltar comida à mesa. “Quando os tropeiros chegavam do Rio de Janeiro, todo o mundo ficava aguçado para saber as histórias da corte. Enquanto tivesse comida, eles não iam embora e as conversas rendiam. Se fosse uma comidinha pouca, logo acabava a história.”
Para Telma, é importante manter essa tradição, e as receitas que chegaram a ela passadas de geração em geração. “Quando abri a fazenda para visitação, uma escola me pediu para servir um café aos alunos. Fiz o que eles gostavam: presunto, hambúrguer, batata frita. Mas não tinha nada a ver com a minha história e isso doía em mim”, lembra.
Desde então, serve aos visitantes quitutes preparados com ingredientes locais, como fubá de arroz, mandioca, melaço e polvilho. “Tenho alguns pratos que são relíquias. Não me importo se alguém falar que não gostou, não faço receitas para agradar gregos e troianos. Estou fazendo porque represento uma cultura, uma influência.”
Tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), a Fazenda Babilônia foi uma das principais sedes de beneficiamento de cana-de-açúcar e algodão do Centro-Oeste.
Tomar um café na fazenda, é, segundo Telma, uma experiência de alimentação dupla: seus visitantes se nutrem não só de comida, mas também de história, diz.

"Quando os tropeiros chegavam do Rio de Janeiro, todo mundo ficava aguçado para saber as histórias da Corte e, enquanto tivesse comida, eles não iam embora e as conversas rendiam. Se fosse uma comidinha pouca, logo acabava a história”

Fazenda Babilônia
ONDE GO 431, Km 3, Pirenópolis, Goiás, tel. (62) 99294-1805
www.fazendababilonia.com.br

galeria de fotos

Pamonha frita. foto Rusty Marcellini

Mesa de café sertanejo. foto Rusty Marcellini

Mesa de café sertanejo. 2 foto Rusty Marcellini

Quitutes goianos. foto Rusty Marcellini

Linguiça, matula da galinha, broas, que compõem o café sertanejo. foto Rusty Marcellini

Pães, pamonha e pastas que compõem o café sertanejo. foto Rusty Marcellini

Ambiente da cozinha da Fazenda Babilônia. foto Rusty Marcellini

Telma Machado monta a mesa do café sertanejo. foto Rusty Marcellini

Queijos, mandioca, biscoitos e pães que compõem o café sertanejo. foto Rusty Marcellini

Telma Machado serve o requeijão. foto Rusty Marcellini