receita

FRANGO COM MEL - PARANÁ
GRAU DE DIFICULDADE:
Fácil
TEMPO DE PREPARO:
1 hora e 30 minutos
RENDIMENTO:
de 4 a 6 porções
CHEF:
Débora dos Santos Soares
REGIÃO:
Paraná
TIPO DE PRATO:
aves
ingredientes

1 frango caipira limpo e cortado em pedaços
1 xícara de chá de cebola picada
2 colheres de sopa de alho picado
2 colheres de sopa de tempero pronto de sua preferência
2 colheres de sopa de vinagre de banana
1 colher de sopa de manjerona
1 folha de louro
1 colher de sopa de urucum
Sal a gosto
2 colheres de sopa de óleo de soja
40 gramas de mel de boa qualidade
Cheiro-verde a gosto

modo de preparo

1 Tempere o frango com o tempero pronto de sua escolha e o vinagre, e deixe marinando por 30 minutos;
2 Em uma panela já aquecida, coloque metade do mel, o frango e mexa até que os pedaços da carne fiquem dourados;
3 Acrescente em seguida o óleo, a cebola, o alho, a manjerona e o louro. Mexa bem e acrescente o urucum;
4 Cubra o frango com água quente, espere ferver e, se julgar necessário, acerte o sal. Tampe a panela e deixe cozinhar. Quando o frango já estiver macio, verifique o caldo: se estiver muito reduzido, coloque um pouco mais de água e espere ferver novamente. Verifique o sal;
5 Desligue o fogo, coloque o restante do mel e misture bem. Junte o cheiro-verde e sirva em seguida.

Dicas

-Caso não encontre o vinagre de banana, substitua por vinagre de maçã.
-Caso não goste de pratos com sabor muito adocicado, use metade da quantidade indicada de mel

História

Criador de abelhas nativas produz méis de diferentes sabores, aromas e texturas no Paraná

 

No Brasil, hoje, o único mel que possui regulamentação para ser consumido é aquele produzido por abelhas europeias. Isso faz com que o mel de abelhas nativas, como o que se obtém nem Guaraqueçaba, no litoral do Paraná, seja desconhecido por parte da população.

Tanto sabores quanto aromas dos méis de abelhas selvagens são diferentes do mel que mais circula no país, conta o meliponicultor Éderson Holdizs, 42, que cria cerca de 20 espécies de abelhas nativas –cada uma dá um mel diferente.

O da uruçu-preta, por exemplo, tem textura fina, aroma floral e sabor ácido. Já o mel de jataí é mais ralo, de sabor mais adocicado. Há ainda mel de tujuba, uruçu-boi, mandassaia, mirim e manduru, enumera Éderson. Como essas abelhas não possuem ferrão, o mel pode ser extraído direto da colmeia.

As abelhas criadas por Éderson não se encontram em outras regiões do Estado, e a área de preservação onde elas estão não sofre impacto ambiental. “A criação de abelhas nativas não demanda a derrubada de árvores e a polinização das abelhas ajuda na recomposição do ecossistema e favorece o incremento na renda dos moradores locais”, diz ele.

Hoje, algumas espécies como a tujuba –nome indígena da uruçu-amarela– estão no livro vermelho dos animais ameaçados de extinção no Paraná. Éderson conta que seu objetivo é valorizar os produtos da colmeia, mas também preservar as espécies ameaçadas.

“Ao redor daqui do sítio de criação de abelhas não tem agricultura, é só mata. A gente tenta extrair alguma coisa de importante, que a sociedade dê valor”, conta.

“A criação de abelhas nativas não demanda a derrubada de árvores e a polinização das abelhas ajuda na recomposição do ecossistema e favorece o incremento na renda dos moradores locais”

Néctar Nativo: Meliponário de abelhas nativas
ONDE avenida Ararapira, 224, Guaraqueçaba, Paraná, tel. (41) 98463-6641 / (41) 99839-9471

galeria de fotos

Detalhe de colmeia da uruçu preta. foto Rusty Marcellini

Ederson Holdizs abre uma caixa de abelhas. foto Rusty Marcellini

Ederson Holdizs apresenta colmeia de abelhas nativas. foto Rusty Marcellini

Mel da abelha uruçu amarela. foto Rusty Marcellini

Uruçu amarela dentro da colmeia. foto Rusty Marcellini

Colmeia da abelha uruçu preta. foto Rusty Marcellini

Colmeia de abelhas nativas. foto Rusty Marcellini