receita

FEIJÃO TROPEIRO - SÃO PAULO
GRAU DE DIFICULDADE:
Fácil
TEMPO DE PREPARO:
1 hora e 30 minutos
RENDIMENTO:
de 6 a 8 porções
CHEF:
Dona Licéia
REGIÃO:
São Paulo
TIPO DE PRATO:
acompanhamento
ingredientes

500 gramas de feijão-vermelho
500 gramas de bacon em cubos pequenos
½ xícara de chá de banha de porco
2 colheres de sopa de alho picado
1 xícara de chá de cebola picada
1 xícara de chá de tomate picado sem as sementes
4 ovos
Sal a gosto
2 ½ xícaras de chá de farinha de mandioca

modo de preparo

1 Coloque o feijão em uma panela de pressão com água o suficiente para cobrir os grãos, tampe e espere ferver. Conte dez minutos e desligue o fogo. O feijão deve estar cozido, porém com os grãos ainda firmes. Escorra e reserve;
2 Em uma panela de fundo grosso, coloque a banha de porco e frite o bacon. Em seguida, acrescente o alho, a cebola e deixe dourar;
3 Adicione o tomate e, logo após, os ovos. Mexa bem. Junte o feijão;
4 Misture bem, acerte o sal, e acrescente a farinha de mandioca. Sirva em seguida.

Dicas

-Você pode substituir a farinha de mandioca por farinha de milho
-São bons acompanhamentos para esse prato lombo de porco ou linguiça, torresmo, banana-da-terra frita e couve refogada

História

Cozinheira do interior de São Paulo serve banquete com ingredientes de seu quintal

 

No interior de São Paulo, na zona rural de Arapeí, dona Licéia, 82, recebe pessoalmente os clientes que chegam a seu restaurante para provar sua “cozinha de terreiro”. Quase todos os pratos que serve ali –galinha d’angola ao molho pardo, coelho ao vinho tinto, pato com laranja, marreco com maçã– são feitos com ingredientes de seu quintal.

Dispostos em panelões, os pratos exalam um cheiro de comida caseira, enquanto os animais de seu criadouro providenciam o som ambiente na fazenda a cerca de 300 quilômetros da capital paulista.

Ali, os bichos são muito bem cuidados. “A gente trata as galinhas com banana-maçã, bana-ouro. Madura [sic] tudo de uma vez e temos que dar consumo. Então elas se alimentam disso”, conta a cozinheira, de pouco mais de um metro e meio de altura. “Aqui é meio Lavoisier: nada se perde, tudo se transforma”, brinca.

O resultado se vê nos pratos. “Pato bom é quando está soltando dos ossos. Quem come pato duro uma vez só não come mais, e a gente perde o freguês”, diz ela.

Seu banquete é servido em etapas: primeiro são os queijos, seguidos por torradas com patês e chutneys. Como entrada, saladas com ingredientes da horta, que variam de acordo com a época.

Aí vêm os pratos principais e, então, cerca de 40 opções de sobremesas, entre pudins, pavês, doces e compotas feitos com frutas do quintal. A comilança se encerra com as bebidas: cachaças, licores e um cafezinho passado na hora.

"Pato bom é quando está soltando dos ossos. Quem come pato duro uma vez só não come mais, e a gente perde o freguês"

Restaurante Dona Licéia
ONDE Fazenda Caxambu, estrada dos Tropeiros, s/n, zona rural de Arapeí, São Paulo, tel. (12) 3115-1412

galeria de fotos

Bacon no fõgão a lenha. foto Rusty Marcellini

Galinha d'angola. foto Rusty Marcellini

Sobremesas. foto Rusty Marcellini

Doces de frutas. foto Rusty Marcellini

Queijos. foto Rusty Marcellini

Fachada do restaurante da Dona Licéia. foto Rusty Marcellini

Aves criadas no quintal. foto Rusty Marcellini

Dona Licéia alimenta as aves da janela de sua cozinha. foto Rusty Marcellini

Quintal de Dona Licéia com animais criados soltos e árvores frutíferas. foto Rusty Marcellini

Dona Licéia no quintal de seu restaurante. foto Rusty Marcellini

Feijão tropeiro paulista. foto Rusty Marcellini