receita

CARNE DE SOL COM PIRÃO DE LEITE E FARINHA DE COPIOBA
GRAU DE DIFICULDADE:
Fácil
TEMPO DE PREPARO:
uma hora e trinta minutos
RENDIMENTO:
quatro porções
CHEF:
Fabrício Lemos
REGIÃO:
Bahia
TIPO DE PRATO:
Carne
ingredientes

800 gramas de carne de sol
1 xícara de chá de cebola cortada em julienne (tiras)
½ xícara de chá de manteiga de garrafa
400 ml de leite
½ de chá de farinha de mandioca de Copioba - BA

modo de preparo

1 Corte a carne de sol em quatro partes, obtendo bifes de aproximadamente 200 gramas
2 Aqueça uma frigideira, coloque um fio de manteiga de garrafa e sele nela a carne, deixando todos os lados bem dourados. Reserve
3 Na mesma frigideira, suja com a borra de carne, coloque refogue por dois minutos a cebola no restante da manteiga de garrafa
4 Acrescente o leite e, de forma bem lenta, vá adicionando a farinha de Copioba, mexendo até chegar ao ponto de pirão. Ajuste o sal, caso necessário, e sirva com os bifes de carne de sol.

Dicas

Caso não encontre a farinha de Copioba, use a farinha de mandioca branca tradicional.

História

Amarelinha, crocante e fina, farinha de Copioba é preparada há gerações na Bahia

 

Para a cidade baiana de Nazaré a farinha de mandioca é tão importante, mas tão importante, que ficou conhecida como Nazaré das Farinhas. Produzida na região rural do Vale da Copioba, a farinha local, de cor amarela, granulação fina e crocante na boca, é conhecida como “farinha de Copioba”.

O ingrediente é tão famoso que tem gente que tenta pegar carona e usa o nome “de Copioba” sem que sua farinha seja produzida no vale, diz o comerciante Leonam Torres. Ali, muitas famílias vivem do trabalho com o ingrediente.

O produtor Edilson de Santana, por exemplo, aprendeu a fazer farinha ainda criança, com o pai, que, por sua vez, aprendeu com o avô.

O trabalho da família começa no cultivo. Santana explica que a mandioca é plantada três dias depois da lua cheia. “Se não plantar na lua certa, ela fica fininha”, diz. A mandioca é, então, colhida, selecionada, descascada, ralada e colocada em uma prensa de um dia para o outro, etapa em que perde água e ganha sabor.

Após esse processo, a massa ralada segue para o tacho, onde passa por duas torras, com a ajuda de um rodo e uma paleta. “A paleta serve para desembolar a farinha e o rodo para puxar”, explica Santana. Nessa etapa, ele fica completamente concentrado e não sai da beira do tacho nem por alguns segundos.

Quando a farinha “estala e canta mais alto” é a hora de tirá-la do tacho e levar para a peneira. “É muito boa! Eu não consigo ficar sem ela. Se não tiver farinha na comida, prefiro nem almoçar”, diz o produtor.

"Se não plantar a mandioca na lua cheia, a farinha fica fininha"

Casa de Farinha do Edilson

ONDE Fazenda Mocambo, Vale da Copioba, Nazaré, Bahia, tel. (75) 98136-1265 / (75) 98308-5336

galeria de fotos

Farinha de Copioba sendo feita no tacho | © Rusty Marcellini

Edilson trabalha com o rodo e as paletas | © Rusty Marcellini

Edilson e a esposa trabalham no tacho | © Rusty Marcellini

Farinhas embaladas para venda | © Rusty Marcellini

Edilson peneira a farinha | © Rusty Marcellini

Processo de peneiragem da farinha | © Rusty Marcellini

Edilson descasca a mandioca | © Rusty Marcellini

Colheita das mandiocas | © Rusty Marcellini

Caixa com farinha de Copioba pronta | © Rusty Marcellini